Inacreditável que, nos dias de hoje, ainda tenhamos notícias de pessoas que sofrem com o racismo. Recentemente a atriz Taís Araújo, o jogador Michel Bastos e a jornalista e apresentadora Maju (Maria Júlia Coutinho), foram as figuras públicas vítimas deste preconceito racial tão antiquado, mesquinho e pobre, que ainda pairam no nosso Brasil.

Segundo a definição na Wikipédia, “Racismo consiste no preconceito e na discriminação com base em percepções sociais baseadas em diferenças biológicas entre os povos. Muitas vezes toma a forma de ações sociais, práticas ou crenças, ou sistemas políticos que consideram que diferentes raças devem ser classificadas como inerentemente superiores ou inferiores com base em características, habilidades ou qualidades comuns herdadas.”. (Grifo nosso)

Vejamos, o racismo é o preconceito baseado em diferença biológica entre os povos? Acaso não são todas as nossas características físicas, heranças genéticas? Já se perguntaram, o porquê de tais diferenças genéticas? Porque os Europeus têm como característica pele clara e cabelos lisos e os Africanos, por exemplo, têm pele escura e cabelos enrolados?

A resposta a estas perguntas é simples, porque a natureza é perfeita. Porque nosso corpo foi feito para se adaptar ao meio em que vive. Charles Darwin (1809-1882) nos ensina, através da Teoria da Seleção Natural que as variações em todos os caracteres dos indivíduos permitem que os mais fortes sobrevivam.

Na Europa o clima é frio, assim a pele clara e os cabelos lisos, foram assim desenvolvidos como forma de sobrevivência ao meio, o cabelo liso permite um cumprimento longo servido para aquecer o corpo. Na África, o sol intenso fez com a melanina, cuja função é proteger o DNA contra a ação nociva da radiação emitida pelo sol, protegesse o corpo e os cabelos enrolados protegesse a cabeça como forma de bloqueio dos raios de sol.

Enfim, várias características genéticas poderiam ser elencadas e justificadas, mas é desnecessário posto que, a meu ver, o preconceito só existe para os ignorantes. Segundo Dicionário Informal Ignorante “diz-se de, ou pessoa ignora, que não tem conhecimento de determinada coisa”. Assim, qual é a relevância dos ignorantes em nossas vidas. Nenhuma.

Ainda assim, é espantoso ver o número de pessoas ignorantes no Brasil e no mundo. É lamentável cada vez que essas pessoas expõem sua opinião, pois não tem conhecimento algum para fazê-las e só causam discórdia e muitas vezes sofrimento.

O preconceito, de qualquer natureza, é fruto da ignorância alheia, do desrespeito, da soberba e deve sempre ser uma prática condenável. Para as figuras públicas, a forma de resposta e defesa é muito mais fácil, mas sabemos que a maioria das vítimas de preconceito muitas vezes são indefesas, portanto, é nosso dever inibir esta atitude, seja por meio da educação aos nossos filhos, seja pela intervenção e apoio com as pessoas que sofreram essa violência.

Diante disso, ainda é uma utopia a extinção do preconceito, mas se cada um fizer o seu papel, de bons cidadãos, pais responsáveis, conscientização, aprimoramento, evolução, enfim, quando cada um olhar para si e perceber o quão pequeno e insignificante é, e fazer com que esta condição de insignificância mude perante o mundo, poderemos aniquilar as discriminações existentes.

 

Trecho Lavagem Cerebral – Gabriel O Pensador

 

“Não se importe com a origem ou a cor do seu semelhante
O quê que importa se ele é nordestino e você não?
O quê que importa se ele é preto e você é branco?
Aliás branco no Brasil é difícil porque no Brasil somos todos mestiços
Se você discorda então olhe pra trás
Olhe a nossa história
Os nossos ancestrais
O Brasil colonial não era igual a Portugal
A raiz do meu país era multirracial
Tinha índio, branco, amarelo, preto
Nascemos da mistura então porque o preconceito?
Barrigas cresceram
O tempo passou…”

 

Racismo: uma prática condenável

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